Estudo propõe reformulação do transporte coletivo para combater queda de 55% no número de passageiros
Uma audiência pública realizada na última quinta-feira, na Câmara Municipal, acendeu um alerta sobre o futuro do transporte coletivo na cidade. O estudo apresentado pela consultoria Compasso Mobilidade, contratada pela Agência Reguladora de Porto Ferreira, revelou um cenário crítico: o número de passageiros mensais desabou de aproximadamente 90 mil em 2019 para apenas 40 mil atualmente.
O Diagnóstico: Déficit e Desatualização
A queda na demanda, intensificada após a pandemia de Covid-19, gerou um déficit na operação. Atualmente, o serviço é prestado pela concessionária Transporto, sob um contrato que já dura 25 anos.
Segundo o levantamento, as mudanças de itinerário feitas em 2022 não foram bem aceitas pela população, o que contribuiu para o abandono do serviço. Além disso, a pesquisa inédita de "origem-destino" — que mapeia para onde os moradores realmente precisam ir — indicou que o atual ponto de integração na Praça da Matriz é considerado inadequado, preferindo-se a Rodoviária, local com melhor condição para a baldeação entre ônibus.
A Proposta: Linhas Expressas e Nova Integração
Para reverter o déficit e atrair o usuário de volta, o estudo sugere uma reorganização do sistema:
Próximos Passos
O objetivo final da proposta é tornar a operação viável novamente, permitindo que a empresa tenha margem para investir na renovação da frota, sem repassar custos extras ao usuário. Durante a audiência, usuários e vereadores puderam propor sugestões que serão analisadas para a fase final do projeto.
